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Como medimos o tempo que passa? Podemos saber a importância de algum tempo, qualquer que seja sua medida, em relação a uma vida?

Rafael – nosso motoqueiro – diria que a vida é composta de uma coleção de segundos. E se isso for verdade, quantos segundos do meu ano passei ouvindo, produzindo ou falando do MindFlow? Eu não saberia dizer.

Segundo Filipo, não é o tempo que passa, mas as coisas que você fez enquanto ele passava… E posso dizer que nunca produzi tanto! A trilha sonora do meu ano foi o MindFlow. Meus piores e melhores momentos. Patre, prêmios, novos amigos, novos amores, muito trabalho, muitos contos!

Caso a pergunta fosse feita para Alice, ela diria que o tempo, ou o que se produz, não vale de nada sem amor e dedicação. E aqui está a minha maior prova de amor, meus escritos. Eu costumo dizer que ninguém que nunca tenha lido o que escrevo poderia me conhecer, pois as palavras que coloco em papel são parte da minha alma. Isso não poderia ter sido feito sem amor.

Já Dante diria que um ano não é nada. Que apenas um plano longo e doloroso vale a recompensa de seu final, o seu produto. E aqui está o produto de tudo isso. Não poderia dizer que não teve dedicação, planejamento, lágrimas e sangue misturados aqui, assim como eu sei da dedicação maluca que todos tiveram entre gravações, shows, vida pessoal, contato com os fãs… Tudo para não deixar faltar nada, nem qualidade, nem paixão!

Os personagens e histórias que criei, baseados nas músicas de vocês, são um orgulho para mim. Tenho que admitir que nem sempre acreditei que terminaria, nem sempre acreditei na qualidade do trabalho. Tive muitas dúvidas, porém, vendo todo o trabalho de vocês, nunca desisti. E hoje eu me sinto muito satisfeita com tudo.

Espero que cause orgulho em vocês também, afinal esse é o meu presente. Uma história. Pouco, comparado a todos os momentos que vocês me deram. Obrigada!

Let Your Mind Flow…

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Crisis FX

Publicado: 03/31/2010 em 365, Crisis FX
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Para Crisis FX convidamos especialmente o Felipe Rodrigues, integrante do Street Team de São Paulo, para falar.

Ainda aproveitando o conceito do “mind this song”, eu gostaria de utilizar a música “Crisis FX” para transmitir uma pequena mensagem.

-Sonhos… Desaparecendo… Acordando para um grande pesadelo onde tudo está tremendo.

-Sobrevivendo para encontrar vida no meio de tanta morte. Lágrimas, desespero e tantos corações largados à própria sorte.

-A natureza demarcando o seu território, a terra totalmente fora de controle. Para um crime tão grande sem culpados, não há quem perdoe.

“Eles estão chorando… Não deixe que a
procura termine, pois seus gritos pela
terra ecoarão enquanto milhares de vidas
serão enterradas esta noite…”

Tantas pessoas necessitando, tantas pessoas desaparecendo, o pedido de ajuda ecoando por todos os continentes e mesmo assim tantas pessoas mal olham, pouco ligam, como se não estivessem percebendo.

Qual é o valor da vida no senso-comum do sensacionalismo? Até que ponto prolifera-se o egoísmo que te afasta da condição de se comover, se contagiar e se envolver com a sua própria espécie?
Será que as águas da indiferença nos levarão mais uma vez ao profundo oceano do conformismo?

Triste é ver a “desgraça” tomando parte do procedimento da grande ruína chamada rotina. O hábito sempre apagando o valor das coisas… O ser humano praticando seus maus costumes…

Não sei o “porquê”, mas não consigo de forma alguma me acostumar com tudo isso. E você, o que tem feito? Se mantém informado e finge que ajuda para parecer “direito”?

Reflexão. É o mínimo que podemos pedir a todos aqueles que escolhem não erguer as mãos e cruzarem os braços em um tom irônico de indecisão.

Let your mind flow.

Felipe Rodrigues